Os lácteos e os jargões assinalados... Parte 2

Os lácteos e os jargões assinalados…
PARTE 2



Cozinhar sem leite…
Agora um pouquinho de alimento para as vossas mentes: - Imaginem que vivem num campo, que têm um vaca que se alimenta de erva fresquinha, completamente saudável. Imaginem que essa vaca está a amamentar uma cria feliz e nós partilhamos, em Natureza, esse mesmo leite com o bezerro. Esse leite, não processado por métodos industriais, é integral e biológico, não misturado com leites de outras vacas de diferentes raças. Esse leite, bebido no momento, contém ainda todas as gorduras intactas e não quebradas pelo processo de homogeneização e pasteurização/esterilização. Vai precisar de 3 horas para que a digestão das gorduras seja completa. Deste modo, o nosso corpo tem tempo suficiente de fazer também a digestão apropriada das proteínas, nomeadamente da caseína.
Acredito convictamente que este leite – integral – não vai provocar quaisquer malefícios, mesmo em indivíduos mais sensíveis.
Já um leite processado (comercial, industrializado), cujas gorduras estão quebradas pelos processos mecânicos e físicos, vai passar meia hora no estômago e “cair duro” no intestino e as proteínas não vão ser bem digeridas. Podem ou não provocar alergias…
Para os meus filhos, na inviabilidade atual de beberem leite HUMANO: - Em primeiro lugar vem a bebida vegetal de amêndoa ou noz, home made; - Em segundo, leite de cabra, cuja digestibilidade para os humanos é significativamente melhor (as crianças não gostam muito do sabor – a não ser do queijo feta, em saladas); - Não havendo alternativa, em terceiro lugar - leite de vaca biológico, integral; - Em último, leite onde as vacas são felizes e a alimentação está mais próxima da Natureza – recomendo o dos Açores…
É interessante constatar igualmente que há pessoas cuja relação com o leite e seus derivados é muito boa - os povos do norte da Europa, por exemplo, por mecanismos de adaptação darwiniana, para subsistência de espécie, desenvolveram, em grande maioria, uma lactase persistance. Isto é, a lactase, enzima responsável pela “quebra” do açúcar lactose, persiste no trato digestivo até idades muito adultas. Também um indivíduo cuja flora comensal seja saudável e, por conseguinte, rica em lactobacillus, consegue resistir muito melhor a quantidades fabulosas de lactose…
A inflamação moderada a nível intestinal pode ser atribuída a inúmeros fatores. No entanto, pelos pediatras (e classe médica geral), é já prática comum mandar retirar a lactose de forma preventiva. Já é um passo gigantesco!
No entanto, é apenas a lactose… falta considerar todo o cocktail de mixórdias que existe num copo de leite… E nem sequer mencionei as toxinas, antibióticos, xenobióticos e afins…

Step out of the box!


Ricardo Novais

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