Decisão fatal


Quando decides criticar sem investigar, assumir sem interrogar, é porque, na tua ignorância, bem no fundo, não quiseste saber, não tiveste a compaixão necessária para desligar a televisão e dedicar algumas horas ou dias a estudar aquilo que bem pode ser a decisão mais importante da tua vida.

Ora, se és menor, competia aos teus pais estudarem por ti. Se és o adulto responsável, se és o pai ou tutor, não tens desculpa és um colaboracionista e compactuaste com um crime hediondo: deixaste a saúde do teu filho à mercê de interesses político-corporativos. Mais tarde podes não ter estrutura emocional para assumir os erros da tua inação. O tempo ditará as sentenças.

É normal um neto enterrar um avô. O contrário é contranatura...

É curioso que te julgas democrático, mas nem por um momento puseste a hipótese de a razão estar do lado oposto. Decidiste entrar na onda e isso tem um nome comportamento de manada.

Achas, porventura, que eu decidi, na loucura, desperdiçar doze anos de ensino superior na área da saúde nas melhores universidades do país? Achas que decidi descartar duas carteiras profissionais como profissional de saúde conferidas pelas autoridades oficiais?

Eu posso dormir de consciência tranquila porque tive a preocupação de estudar bem o assunto, mas, sobretudo, tive a lucidez de escutar o que a minha intuição estava a clamar...

Eu fiz o que a minha consciência pediu — estudei o assunto, investiguei. E tu?


Vitória da Luz,

Ricardo Novais

Photo by Jon Tyson on Unsplash

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