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Detox vacinal

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Durante os anos em que lecionei farmacologia, uma coisa sempre foi clara para mim: “ Não há bela sem senão ”. Quero com isto dizer que qualquer medicamento alopático, xenobiótico, sintético, com ação farmacológica, não vai atuar apenas no alvo pretendido, mas também numa miríade de outros recetores não desejados, noutros tecidos, noutros órgãos. Daí o inevitável surgimento das reações adversas medicamentosas, também conhecidas como efeitos secundários. Para terem uma ideia, um simples paracetamol (acetominofeno), um fármaco que se vende ao balcão e se toma amiúde sem grandes inibições, em todas as idades, tem elevada toxicidade renal e hepática e uma dose única acima dos 10 gramas pode ser, inclusive, fatal. Muita gente desconhece este facto. A questão é que quando lidamos com um medicamento que apresenta vincados efeitos colaterais, temos a possibilidade de ajustar a dose ou até de fazer a retirada do medicamento. As vacinas têm, porém, uma particularidade muito mais periclitante: u...

Medo

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Quando nos deparamos com a questão: “És inteligente?”, creio que a melhor resposta será sempre: “Quando me convém.” Depois de sucessivos saltos evolutivos o homem destaca-se dos restantes animais pela capacidade de efetuar raciocínios complexos. Grosso modo, mercê dessa evolução, de acordo com Maclean, a capacidade de decisão pode advir de três zonas distintas: o cérebro reptiliano — responsável pelos instintos básicos de sobrevivência —, o cérebro mamífero — responsável pelas decisões de “manada” — e o cérebro primata — responsável por um entendimento mais abstrato e por cálculos mais elaborados. Anatomicamente temos também inúmeras peças de puzzle no interior do nosso crânio: o tronco cerebral, o hipotálamo, o tálamo, o hipocampo, o córtex, o cerebelo, a pineal, a hipófise, a amígdala, entre outras. Quanto maior a permanência decisória nos dois cérebros mais primitivos — o reptiliano e o mamífero —, menor é a capacidade de evoluir emocional e espiritualmente. Este padrão, inf...

Acupuntura

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  Com mais de três mil anos de existência, a acupuntura, derivada da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), assenta as suas bases na filosofia Taoista, sendo o Tao a energia primordial essencial e única do Universo que tudo envolve (o éter ou a matriz divina). O Tao exprime-se na nossa realidade sob a forma de Yin e Yang . Nada é totalmente Yin ou Yang , razão pela qual a predominância de uma ou de outra dessas energias determina a classificação básica dos seres e das coisas. A acupuntura assume então, grosso modo, que “o corpo humano é o resultado da ação milenar das energias cósmicas e telúricas e da sua reação, consciente ou inconsciente, a estas energias”. “Cósmicas” referem-se obviamente ao Céu e representam a polarização Yang, e “telúricas” à Terra, portanto, à matéria ou Yin . Para esta filosofia de tratamento, o ser humano é, por conseguinte, essencialmente um vaso condutor que conecta o Céu à Terra e a Terra ao Céu, e esta conexão permanente é o motor que o move física, ...

Momento esotérico da semana

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  O que é que um sonho que eu tive hoje de madrugada envolvendo uma figura pública a ser perseguida por um cão feroz, de fila, dentro de uma mansão,  somado à queda inusitada da prateleira do meu passe-partout com um agradecimento do Senhor Presidente da República M.R.S. pela publicação de um dos meus anteriores livros, no preciso momento em que assistia a um filme com claras alusões a teorias da conspiração (Godzilla vs. Kong), a reportagem da revista Sábado , que coloca o chefe de Estado numa posição delicada, envolvendo corrupção, a menção do Sr. Presidente à Gripe Espanhola, enganadora, descabida e desproporcionada, na medida em que o número de mortes por milhão é de tal forma díspar — 22500 para a gripe espanhola em oposição a apenas 1700 para a C-o-v-1-d-19 —, que fica a pairar a sensação de que houve uma clara intenção de provocar MAIS medo e alarmismo na população e a carta de Tarot que tirei para esta semana, para Portugal,— A TORRE — têm a ver com o nosso desígnio c...

Somos o que comemos (formato entrevista)

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  P: “Somos o que comemos” é muito parecido com aquela célebre frase de Hipócrates, o pai da medicina, “que o teu alimento seja o teu remédio e que o teu remédio seja o teu alimento”. Porque é que escolheste este tema, Ricardo? R: Bom, a verdade é que sou amiúde solicitado para participar em congressos e seminários sempre com o tema da alimentação. Também não é para menos… Antes de tirar a pós-graduação em Terapias Naturais e Complementares, implementei o meu próprio espaço, em Famalicão, que era uma loja que vendia alimentos biológicos, mas também tinha uma área de restauração, onde, durante anos, trabalhei como cozinheiro, preparando e servindo pratos vegetarianos e biológicos aos clientes. Curiosamente, uma das frases que coloquei na parede da cozinha era precisamente esta de Hipócrates que evocaste. E é verdade o que ela diz: quando surge um determinado problema de saúde, em primeira instância, devemos procurar efetuar um determinado número de correções alimentares e só depo...

Água e Ar

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Água Deveras polémica, a água suscita um rol de questiúnculas e mitos tais como: — A água deve ser altamente alcalina? — Devemos beber dois litros de água fora das refeições? — Podemos beber água da companhia ou só devemos beber água engarrafada? — A água das nascentes é perigosa? — Beber muita água das pedras faz mal? Neste ponto, creio que devemos ser sensatos. Temos de ter em consideração os aspetos práticos, higiénicos, éticos, ambientais e de sustentabilidade. Antes de tudo, é crucial ressalvar que dois terços do volume do corpo humano são água. Ou seja, num processo muito próprio, dinâmico, mais de metade de nós, do nosso corpo, em apenas dias, é renovada, lavada. Daí a relevância da qualidade da água que ingerimos. Para respeitar esta “lavagem” temos de compreender que há, grosso modo, dois ambientes: o fluido intracelular e o fluido extracelular. No interior das células ocorrem incontáveis processos bioquímicos fundamentais. Quando sobrecarregamos o corpo com medicament...

Afinal Deus é grande

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Nikola Tesla disse certa vez: “Se queres conhecer os segredos do Universo pensa em termos de energia, frequência e vibração”. Eu atrever-me-ia a incluir um quarto aspeto: a harmonia . Não a harmonia de nos darmos todos bem uns com os outros e com a Natureza — que também é necessário —, mas a harmonia de espaços, sons, luz, energia e frequências. Algo que sentimos, bem lá no íntimo, fazer total ressonância com o nosso espírito. Porque considero este artigo de vital importância, recomendo a leitura cuidadosa até ao final . E este — peço imensa desculpa — é um texto longo… Portanto, peço-vos encarecidamente para não pararem de o ler, porque este texto pode ser o ponto de inflexão que poderá mudar radicalmente a vossa perspetiva de se relacionarem com o mundo e até com o Divino . Se não for, será, no mínimo, uma viagem extasiante, uma prova de que Deus existe . Quero com isto dizer que depois de lerem estas linhas — sem querer criar falsas expectativas — não mais irão conseguir pensar ...