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Sara

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SARA

Por Rica Sainov inTrês Quartos de um Amor, Vol. III, Chiado Books

Sara,

O povo diz que o amor é cego. O meu amor é vesgo. Vejo-te a ti e além, através dos teus olhos.

Os poetas dizem que o amor é fogo que arde sem se ver. O amor que sinto por ti é luz. Uma luz imensa branco-pérola, que irradia do meu coração e preenche todos os bocadinhos de mim.

Os cientistas dizem que o amor é uma receita de culinária, uma mescla exótica de químicos neurotransmissores. O meu amor por ti transcende o plano físico. Podia morrer agora e sei-o. Sei que te amaria para sempre.

Lembras-te do dia em que nos conhecemos? Lembras-te da praia serena e daquele pôr-do-sol laranja-fogo sublime?

Nessa noite não consegui pregar o olho a pensar em ti.

O povo chama-lhe insónia. Eu chamei-lhe in…Sara…

Para mim, o amor é honestidade. A honestidade de reconhecer que sem ti sou apenas uma metade disfuncional de algo muito maior… Um puzzle incompleto…

Sara, tu preenches-me.

E, do fundo do coração, quero agradecer-te pe…

Sopa dourada

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Sopa dourada por Rica Sainov in Natal em Palavras, volume 2, Chiado BOOKS Acordo. Abro ligeiramente os olhos. As pálpebras colam, estão remelentas. É noite, custa-me acolher a torrente de claridade das imensas luzinhas pulsantes em ritmo psicadélico. Estão todos felizes em meu redor. Trocam abraços e presentes envoltos em papel reluzente e laços de cetim. Falam incessantemente enquanto degustam, deliciados, doces da quadra. Cheira bem. Cheira a sopa dourada, com amêndoas torradas, como sempre fiz questão de preparar, todos estes anos, nesta altura especial. Quero levantar-me para abraçá-los também. As pernas não deixam, não tenho forças. Iço a minha mão uns centímetros acima do apoio de braço da minha cadeira metálica para acenar-lhes. Quero dizer-lhes que estou aqui, que lhes quero bem. Tento vociferar algo. Faço-o com veemência. Saem, contudo, uns sons esdrúxulos que eles não compreendem. Atentos ao meu frenesim, todos param de falar. Toda a sala pára. Fica suspensa, curiosa da minha…

A Barreira invisível

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A barreira invisível
Sou um inconformado. Procuro incessantemente áreas de interesse que me preencham completamente o espírito. É uma espécie de fome insaciável. Quem me conhece bem sabe que, nem um gato, já tive várias vidas, inúmeras atividades. Não considero esta característica uma inconsistência de carácter. Antes uma viagem interminável ao âmago do Ser. À procura daquilo que me faz bem, do que me permite ficar plenamente realizado. Já me dei conta de que adoro comunicar. Nas consultas, em aulas ou em palestras, dá-me um gosto especial sentir que consigo passar a minha mensagem — aquilo que intuitivamente sinto que alguém precisa de escutar (e, por vezes, a mensagem é mesmo para mim próprio). Para além desta comunicação interpessoal, desta partilha de experiência e saberes, que me encanta sobremaneira, apercebi-me de que, mais que tudo, adoro escrever: neste blogue, em e-magazines, em jornais ou até em flyers ou emails. Ponto final, parágrafo. Ultimamente, apostei declaradamente na escr…

Os urbano-deprimidos e os Velhos do Restelo

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Os urbano-deprimidos e os Velhos do Restelo Image by Arek Socha from Pixabay
Lembram-se de um filme dos anos 80 — “Eles vivem”?
Pois esse filme, de John Carpenter, retratava uma invasão de alienígenas. Estes misturavam-se com a população, disseminando-se como um cancro. Incitavam ao consumo desenfreado e ao capitalismo como forma de destruir (naturalmente) a humanidade. Só quando o herói do filme decidiu colocar uns óculos que desmascarava os extraterrestres malvados é que DESPERTOU para a triste realidade em que o planeta estava envolvido. Tratava-se de uma obra de fantasia.
O que se constata diariamente não é, no entanto, muito diferente: uma profunda fissão da sociedade. De um lado — não os alienígenas ficcionais do filme —, mas pessoas reais, que preferem viver numa bolha assética, afastadas da Natureza, ressabiadas e germofóbicas. Infelizmente a grossa maioria… “É o Sol que anda à volta da Terra”, obrigou o Santo Ofício Galileu a retratar-se… Do outro, pessoas informadas (que colocaram …

Não estou ausente!

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Não estou ausente!
Photo by Trent Erwin on Unsplash
Olá a todos!

Antes de mais, quero simplesmente anunciar que tenho estado a escrever para e-magazines e jornais locais (nestes últimos ainda não publicados, infelizmente… ).
Ou seja, todos os textos que escrevi entretanto, dignos deste blogue, já estão a circular na Internet por outra via.
Então, se por acaso perderam essas leituras, deixo-vos algumas hiperligações para desfrutarem:

Desintoxicação sem complicação

Integridade intestinal

As dietas da moda

Gorduras, supernutrientes

Açúcar, o vilão do século

Depois, há o romance esotérico que escrevi durante o ano de 2017. Um prestigiado grupo editorial de Lisboa interessou-se pelo manuscrito e, previsivelmente, estará nas livrarias em Portugal e no Brasil em meados de 2019.
Façam figas por mim :-)

Step out of the box,

Ricardo Novais



A origem metafísica

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A origem metafísica
Photo by Diego PH on Unsplash

À medida que vou evoluindo na minha prática observo que, nas minhas consultas de naturopatia, me estou a interessar cada vez mais pela leitura biológica das enfermidades.
Estou igualmente convencido de que muitas pessoas querem ficar real e definitivamente curadas, mas há outras que não lhes convém resolver minimamente os seus problemas. Afinal, a doença confere-lhes um certo controlo, um certo estatuto. Um mau poder, contudo…
Depois há a seguinte questão: para alguém curar verdadeiramente precisa de fazer uma viagem intrincada aos seus medos mais profundos. Às suas inseguranças, traumas e crenças mais enraizadas. É preciso praticar o perdão e o amor incondicional. Parece fácil, mas infelizmente é avassaladoramente doloroso…
O que é isso afinal da origem metafísica?
— O mais fácil para explicar é fazer uma analogia: imaginemos que a meio da noite o nosso vizinho toca à nossa campainha para nos alertar que os faróis do nosso automóvel es…

Receitas fresquinhas de verão

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Receitas fresquinhas de verão

Olá a todos!

Como sei que estão todos de férias, não vou alongar-me em conversas ou filosofias.
Deixo-vos então duas receitas saudáveis para este verão:

Gelado de amoras do meu quintal

Ingredientes:
50 g de xilitol ou açúcar de coco500 g de amoras do quintal congeladas1 clara de ovo biológicoSumo de ½ limão Preparação:
Num robot de cozinha picar os frutos silvestres congelados 20 segundos em velocidade máxima.Adicionar o xilitol e o sumo de limão e envolver bem a mistura.Adicionar a clara no copo do robot de cozinha e, com recurso à borboleta, bater 3 minutos na velocidade 3,5. Usar em alternativa um batedor de claras em castelo.Servir frio, de seguida, ou congelar.

Gelatina de ananás

Ingredientes:
2 colheres de sopa de xilitol ou açúcar de coco1/2 ananás ou abacaxi2 colheres de chá rasas de agar-agar600 ml de água Preparação:
Num liquidificador ou robot de cozinha reduzir 1/4 de ananás a polpa.Adicionar o xilitol ou o açúcar de coco (opcional).Numa panela col…