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Teorias da conspiração. Clichés . Os termos “teorias da conspiração” e “fake news” entraram de tal forma no jargão corriqueiro das pessoas comuns, que até dói. “Comem” sem contestação qualquer polígrafo da treta que alimente adequadamente as suas necessidades emocionais mórbidas, de frustração e autocomiseração. A verdade é que "não há fumo sem fogo" e a história está repleta de exemplos. Para elas eu vocifero: “Há coisas bem piores do que a morte ou a doença!”. Uma delas é a perda da compaixão e do amor incondicional (sim, esse mesmo, que devemos nutrir pelos outros [que não têm qualquer relação familiar connosco], pela natureza, pelos animais e pelas plantas), um vazio existencial deixado por uma inércia, uma lassitude, que pode ser bem mais grave do que ficar simplesmente borrado de medo enquanto se assiste estarrecido aos números escarrapachados na TV de uma doença perfeitamente controlável (não da forma como foi feito no território nacional, como é óbvio). Estes últimos ...

Subversão

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"(...) por negligência ou intencionalmente, não foi capaz de te comunicar essa adenda a tempo de corrigires a irregularidade, como era, de facto, a sua incumbência. Entretanto, ficaste encalhado num incumprimento tácito.  — O que queres dizer com “intencionalmente”? — É peculiar de um país terceiro-mundista… Repara: os cofres estão vazios. Se eles conseguirem  "apanhar”, vamos supor, vinte como tu, neste distrito, vão reaver vinte vezes cinquenta… um milhão de euros. Se multiplicares este valor por todos os distritos, irão amealhar cerca de vinte milhões. E tudo de uma forma “legal”, estás a ver? Não se preocupam minimamente com as consequências que isto tem para as famílias… Para eles, o que conta são os números finais para apresentar nas notícias, em altura de eleições. José… somos meramente números… O tempo em que o nome, a honra, a palavra, a solidariedade ou a entreajuda valiam alguma coisa, já lá vai. Fomos invadidos por um bando de yuppies , tecnocratas, que só se inte...

Já não há heróis

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Somos confrontados, atualmente, com uma pletora de doenças da modernidade: as viroses (quando o clínico não consegue ou não quer correlacionar o agente etiológico com a patognomia), as disfunções da tiroide, as doenças mentais — nas suas mais variadas manifestações —, as doenças autoimunes (em que o agente causal é habitualmente negligenciado e classificado como desconhecido), entre outras. Contudo, submerge — com exuberância e de um modo absolutamente inusitado — a incidência (e a prevalência) de um grupo de doenças do foro otorrinolaringológico: as síndromes vertiginosas e as doenças de Ménière. Os sintomas variam, mas para estabelecer o diagnóstico de doença de Ménière — por regra — é sugerido o enquadramento de vários episódios de síndrome vertiginoso (com a duração superior a vinte minutos) com uma ansiedade acentuada, tinnitus (zumbido nos ouvidos), náuseas, vómitos e até uma perda de audição temporária. Uma vez mais a medicina alopática, impotente, alegando a incurabilidade da...

Autoimunes

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  Uma condição autoimune é caracterizada por um comportamento aberrante do nosso sistema imunológico que inusitadamente gera respostas imunes contra as células e tecidos do próprio organismo. As doenças autoimunes têm uma etiologia complexa e multifatorial. Estão catalogados como autoimunes uma diversidade de estados patológicos como a tiroidite de Hashimoto, a doença de Crohn, o lúpus eritematoso sistémico, a artrite reumatoide ou a espondilite anquilosante. Muitos mais poderiam ser inumerados. A questão que levanto neste artigo é: E se, na origem, o problema não for autoimune, mas simplesmente IMUNE…? Vamos debruçar-nos, a título de exemplo, sobre a espondilite anquilosante (EA). A EA é uma doença inflamatória da coluna vertebral. Tem início na zona lombar/sacroilíaca. Por proximidade anatómica encontramos o mesentério e adjacentes gânglios linfáticos. Imaginemos então que a nossa flora intestinal, num ponto qualquer temporal, sofreu uma alteração (dietas erróneas, ...

A limpeza da ascensão

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  As emoções. Todos nascemos com um potencial ilimitado, gravado indelevelmente nas cadeias do nosso código genético. O nosso cérebro ativo exprime somente um décimo de toda a sua potencialidade. Os restantes 90% estão submersos em camadas infindas de crenças, medos e outras limitações impostas pelo nosso EGO e SUPEREGO. Desde que nascemos que a nossa natural curiosidade é truncada por raspanetes e olhares desaprovadores provindos dos nossos pais, familiares, professores, religião e sociedade em geral. Somos, impreterível e irremediavelmente, impedidos de atingir o nosso expoente máximo. E se eu agora lhe dissesse que o derradeiro objetivo de estarmos vivos, aqui, é, afinal, a transcendência? Não a transcendência de abandonarmos este plano, mas a de podermos transitar entre dimensões, espaço e tempo, ultrapassando os bloqueios e experimentando esta vivência humana em toda a sua sumptuosidade. O Nirvana. Contudo, as duras regras da sociedade a que nos vemos subjugados, ali...

Superar as agruras emocionais do confinamento

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Há uma semana pedi à minha estimada amiga Cristina Rigaud de Abreu para me presentear com um texto de sua autoria abordando duas das suas (várias) áreas de especialidade: a homeopatia e a aromaterapia . Para que saibam, é a ela que eu recorro com mais frequência quando tenho dúvidas acerca de alguma destas terapias. A pertinência do tema deve-se ao facto de neste momento começarem a aparecer sinais de forte desgaste psicológico. Não é para menos. Andamos nisto (da pandemia) há um ano. Como farmacêutico sei que os medicamentos são muito necessários para corrigir afeções agudas, incluindo as de foro psiquiátrico. Contudo, não há bela sem senão , ou seja, os medicamentos têm efeitos benéficos farmacológicos, mas, mercê da sua falta de seletividade, comportam invariavelmente, também, efeitos de habituação, dependência, entre outros. Portanto, se pudermos recorrer a alternativas energéticas, sem os riscos das reações adversas medicamentosas, tanto melhor. A homeopatia e a aromaterapia serve...

Subconsciente

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O subconsciente é um termo que gera muita celeuma, sobretudo nos corredores da ciência. Demonstrando grande abominação pela palavra, a classe médica e a relacionada com a psicanálise classificam-na como um erro grave, que nada tem a ver com o legado de Jung ou Freud, preferindo, ao invés, invocar a denominação “inconsciente” para descrever tudo o que não é processado mentalmente ao nível da consciência. Um problema, quanto a mim, recorrente e ainda associado à “velha escola” do raciocínio científico — dogmática, dicotómica, inflexível e implacável. Do antigo paradigma, portanto. Contudo, uma nova corrente de autores de nova era, da qual orgulhosamente faço parte, já entendeu que a maioria dos problemas físicos, mentais e até de evolução espiritual tem génese em bloqueios profundos no subconsciente, em conflitos internos. Estes bloqueios surgem quando colocamos em confronto a pureza daquilo que somos e sabemos querer de forma inata com as duras regras da repressão parental, religiosa,...